Ser gêmeo é incrível. Principalmente na infância. Você tem sempre um amiguinho da sua idade para brincar. Você e seu irmão, ou irmã, viram quase que uma coisa só. Uma bolha impenetrável de amizade, amor e confiança.
Mas teve alguém, que, até hoje não sei como, conseguiu conquistar o coração das duas pestinhas! Contrariando todas as estatísticas, Carol, a menina estridente da foto abaixo, conseguiu se encaixar no meio da panela que nós duas formávamos, a Dani e eu… ou seria eu e a Dani?
Enfim. Reencontrei essa criatura em Paris, depois de mais de 10 anos de afastamento (ela mudou de cidade e de colégio), e percebi que o amor e carinho da infância ainda permaneciam.
A gente morava no quarteirão ao lado dela, frequentávamos o mesmo parquinho e colégio, e nossas mães se tornaram amigas. Aliás, elas são muito parecidas. Nos divertimos com elas!
Na foto abaixo, a Carol protagonizando uma cena típica, e Áurea tentando disfarçar! Reparem que nenhuma criança olhou para a foto!!!
Você brinca, você belisca, você dorme junto, você ri, você chora. Durante boa parte da minha infância, Carol foi a terceira irmã. O que eu percebi: apesar do afastamento, permaneceu a intimidade. Na casa da Carol, eu me sentia em casa, e lembrava da alegria que sentia quando íamos dormir na casa dela ou viajar juntas!
Saudade de ser criança, feliz de ser adulta e poder contar com essa amiga pra sempre.
Carol,
Obrigada por tudo! Você mora no meu coração.

















































































































