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Roma outra vez

In Uncategorized on 1 01UTC Dezembro 01UTC 2009 by michevrand

Adorei e adoro Roma definitivamente. Voltamos para cá para passar mais dois dias.

Alugamos bicicletas e rodamos toda a cidade. Foi muito divertido.

Fomos pedalar na Villa Borghese, meu local preferido de Roma. Voltamos ao parque que é reservado para os cães. Tinha um monte deles brincando alegremente.

O tempo não estava muito bom. Muito vento, um pouco de chuva, muitas folhas caindo. Ai que lindo! E a cidade está ganhando os contornos do inverno.

Depois fomos até o Sant’Eustachio, tomar o café mais gostoso da cidade.

Eu quis inovar e pedi um chocolate com chantilly. Bom demais!

No meio da tarde, deu um surto nas minina tutti, e eu e Luana começamos a dançar ao som de uma música engraçadinha. Como é bom estar num lugar onde você não conhece ninguém:

http://www.youtube.com/watch?v=m9y4pU-9shQ

À noite, fomos fazer cara de metidas na loja da Louis Vuitton:

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Veneza – frio, TPM e o mapa que ficou no hotel

In Veneza on 29 29UTC Novembro 29UTC 2009 by michevrand Etiquetado: , ,

Pela manhã fomos ao mercado de peixes de Veneza, e fiquei impressionada com os bichos, que são vendidos vivos ainda. Muito frescos! Fiquei com peninha.

- Olá, eu estou vivo! Quer me comer?

Veneza é muito lindo. Mas tem dias que não tem jeito: TPM. Me irrito com bobagens sem me dar conta. Quando se está viajando, você esquece o dia do mês, da semana, se tomou a pílula, quando parou. E o tempo passa.

Hoje eu queria visitar um museu de arte moderna. O Uirá não agüenta mais ver obras do Renascimento, nem eu. Li no meu guia que tem um em Florença com obras de Magrite, Picasso, Pollock, Kandinski e Dali. Enlouqueci, enchi o saco do Uirá, gravei o nome do museu e fomos. Rodamos, rodamos, rodamos, e nada de achar a galeria de arte. Estávamos rodando em círculos. Enfim, uma boa alma percebeu e nos orientou. Chegamos.

Compramos os bilhetes (8,50€ cada!), eu super feliz, o Uirá nem tanto. Comemos um sanduíche e entramos. Rodamos para lá e para cá e nada dos artistas modernos… só Renascimento. Eu não estava entendendo. Resolvi perguntar. A moça disse: não é aqui, me dispiace. Nessa, já tínhamos perdido tempo e dinheiro.

Depois fui perceber, lendo novamente o guia, que o museu que eu queria ir era outro, o Guggenheim. Fiquei arrasada. O Uirá havia pago as entradas, e não queria mais perder tempo em museu. Desisti de ir e resolvemos andar. De repente, encontrei o Guggenheim. Passeamos, voltamos, e na volta, bateu a depressão típica reforçada pela TPM: como eu poderia estar tão perto deles e não ir visita-los?

Comecei a chorar feito criança. O Uirá, que me mima muito, falou:  você vai então. Eu fui. Sozinha. Entrei, dei de cara com:

O império das luzes, de Magrite. Foi incrível. Sempre admirei esse quadro e agora ele estava na minha frente, com a aura do artista.

A obra mais importante do Pollock:

Eu queria muito ter acertado de primeira, queria que o Uirá estivesse lá comigo para ver os bolos de tinta que o Pollock deixou.

O mais legal é que o museu exibe fotos dos cômodos da casa que pertenceu ao Guggenheim e sua esposa, e os quadros permanecem expostos na posição original.


Um jardim interno trazia uma energia e um perfume que poderia me fazer passar horas ali (se o meu amor estivesse comigo). Mas tive que sair correndo para encontrar com ele, dar-lhe um abraço bem apertado e, emocionada, agradecer por ter vivido aquilo.

Na volta pra casa, como era de se esperar, nos perdemos de novo. Andamos, andamos e não chegávamos no hotel. Entramos em um labirinto, para descobrir depois que ali era um pátio sem saída. Andamos e percebemos que já tínhamos passado ali. Andamos um pouco mais, e vimos por uma placa que estávamos voltando para a ponte Rialto, de onde tínhamos saído. Acabou sendo muito divertido, demos muitas gargalhadas quando finalmente chegamos ao hotel.

Esse é o nosso caminho voltando pro hotel:

 

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Veneza – Love me

In Veneza on 28 28UTC Novembro 28UTC 2009 by michevrand Etiquetado: ,

Pegamos o bonitão, super veloz e nem tão confortável assim Eurostar rumo à Veneza.

Essa sou eu escrevendo o post do blog no trem.

Sair da ferrovia em Veneza já é um colírio para os olhos. À primeira vista, um belo canal, uma ponte e casinhas com varandas floridas.

Não tivemos a sorte de dias com sol, e uma névoa baixa cobria toda a cidade, aumentando a aura de romantismo do lugar.

O frio não deu trégua. Ficou entre 8 e 10 graus. Suficiente para vestirmos a segunda pele.

Um giro rápido para conhecer Veneza é impossível. São milhares de ruazinhas e canais, e mesmo com mapa é fácil se perder.

Na primeira volta, vimos um artista pintando suas máscaras. Foram as máscaras mais bonitas que vi, pois eram as mais artesanais. Afinal, Veneza tem mil lojas vendendo máscaras muito parecidas. Estas, eram as autênticas máscaras venezianas.

Será que faremos um passeio de gôndola?

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Festival de cinema – LO SCHERMO DELL’ARTE

In Florença on 28 28UTC Novembro 28UTC 2009 by michevrand Etiquetado: , ,

Chegamos ao Odeon, o cinema que fica no centro de Florença, e tem o mesmo nome do cinema do Rio. Estava acontecendo um festival de filmes sobre arte, Lo Schermo Dell’Arte.

Assistimos a remasterização de um filme feito em 1952 sobre a vida e obra de Picasso, “Incontrare Picasso”.

O filme fala sobre os primeiros trabalhos, a variação das formas e a mudança de temática nas obras do artista. E contém registros impressionantes de Picasso criando, como a cena em que transforma um vaso de terracota em uma escultura de um pato.

Em outra cena, ele observa uma parede branca. Pensa por alguns instantes e começa a fazer desenhos com carvão e o auxílio de uma escada. Desenha uma mulher de costas, a pomba da paz, um corpo de homem com rosto de águia.

Não planejávamos ficar para ver o filme seguinte. “The New Rijksmuseum”, de Paesi Bassi, era sobre a reforma de um dos museus mais importantes da Holanda e tinha 120 minutos de duração. Pensamos que seria muito chato, mas uma pontinha de curiosidade me fez parar um pouco antes de sair do cinema para ver a seqüência inicial.

(The Rijksmuseum, Amsterdã)

As imagens eram impressionantes. Com fotografia e montagem inspiradoras, surgiam sequências de destruição do concreto belíssimas, em que um fecho de luz se abria a cada martelada. Na cena seguinte, uma chuva de faíscas ao som de música da melhor qualidade.

Resolvi voltar pro cinema. O filme mostra como a sociedade interage em todas as fases do projeto: a associação de ciclistas de Amsterdã defendendo uma passagem para eles por dentro do museu, moradores reclamando que o projeto, um prédio cinza de concreto no meio do belo museu clássico, não combinava com o lugar.

E toda a trabalheira dos arquitetos para refazer o projeto atendendo a essas e outras demandas. Conseqüência disso é que a obra, que começou em 2005, ainda não foi concluída. Destaque para a cena de duas restauradoras trabalhando num quadro do século 16. A riqueza de detalhes das imagens e a escolha dos enquadramentos são impressionantes. Espero que o filme chegue ao Brasil.

Comecei a pensar como o documentário no Brasil está associado a pouca grana e, consequentemente, falta de qualidade artística. Quando se faz um belo trabalho, com plasticidade e criatividade, a temática não é tão fundamental para o bom resultado final. Ainda estou pensando sobre isso.

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Último dia em Florença

In Florença on 27 27UTC Novembro 27UTC 2009 by michevrand Etiquetado:

As imagens que vão ficar guardadas para sempre.

Essa borboleta estava pousada em frente ao Duomo, e subiu na mão do Uirá. Os bichos aqui de Florença são muito mansos.

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Florença – um passeio pelo mercado

In Uncategorized on 27 27UTC Novembro 27UTC 2009 by michevrand

Sempre penso que a melhor maneira de conhecer um povo e sua cultura é indo ao mercado da cidade ou à feira.

Fomos ao mercado nuovo pela manhã. É impressionante a quantidade de produtos diferentes e interessantes. São milhares de tipos de queijos pecorinos e parmegianos.

Conhecemos uma vendedora brasileira que disse que podemos levar produtos perecíveis ao Brasil desde que estejam embalados a vácuo. Comprei um parmeggiano reggiano delicioso que havia provado com aceto balsâmico de Modena envelhecido.

Ela está montando um blog sobre os sabores da Toscana:

saporidellatoscana.blogspot.it

Lá no mercado novo existe também uma barraca de massas frescas. Eles vendem a peso. Você escolhe o “modelo” da massa e a quantidade.

Em muitas dessas barraquinhas acontecem as degustações. Existem pratos com queijos e embutidos cortados em cubinhos à espera dos clientes.

Vejam também a variedade de sais desta outra barraca: sal rosa do Himalaya, sal de Chipre, sais vulcânicos do Hawai, entre outros.

Existem também muitas opções de frutas cristalizadas.

Quando saímos, encontramos esta feira com enorme variedade de cogumelos.

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Lucca – encontrando com o passado

In Lucca on 26 26UTC Novembro 26UTC 2009 by michevrand Etiquetado:

Estivemos em Lucca, a cidade dos bisavós do Uirá e da Luana.

A cidade é muito bonita, cercada por uma muralha por cima da qual as pessoas correm ou caminham.

Escolhi esse restaurante por causa da decoração.

E não é que a comida estava gostosa: risoto de funghi e nhoque al mare.

Nas ruas, as construções antigas contrastam com as vitrines de grifes famosas. Aliás, todas as cidades da Toscana que visitamos são assim.

Passamos por um mercado de legumes e verduras. Encontrei e peguei numa abóbora gigante. Me emocionei muito. Lembrei da matéria da Globonews:

http://www.youtube.com/watch?v=fJsd3xqthoY

No fim de tarde, paramos para observar as crianças brincando na praça. Uma atmosfera de paz. Um lugar onde o tempo passa mais devagar.

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Curiosidade que leva a Pisa

In Pisa on 24 24UTC Novembro 24UTC 2009 by michevrand Etiquetado: ,

Eu tenho dito que os italianos sabem como ganhar dinheiro. Tudo gira em torno do turismo.

Eu acho que os caras construíram a torre toda errada já pensando nisso, com o objetivo de chamar atenção para a cidade, ofuscada pela vizinha Florença.

Pisa tem seus encantos, não há como negar. Mas não tem jeito, o turista vai direto ao que interessa: a torre.

É bunitinha a torre. Pra não perder viagem, resolvemos fazer uma foto engraçadinha. Essa mão aí é do Uirá tentando arrancar a torre para levar pra casa.

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Tutto chiuso

In Siena on 24 24UTC Novembro 24UTC 2009 by michevrand Etiquetado:

Aqui na Itália, a maioria dos estabelecimentos comerciais fecha das 13h30 às 16h30 para riposo, e ficam abertos até às 20h.  Se você chega na cidade nesse horário e precisa comprar alguma coisa, é melhor sentar e esperar. Em todo lugar que se vai, está escrito na porta: CHIUSO.

Essa foto é do cinema de Siena, que fecha às segundas feiras para repouso.

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Café da manhã em Florença

In Florença on 24 24UTC Novembro 24UTC 2009 by michevrand Etiquetado: ,

Teve um dia aqui no albergue que eu desci para tomar café, e tinha um passarinho preso dentro do refeitório. Percebi que ele estava tranquilo lá dentro, comendo farelinhos de pão na mão de um hóspede italiano. Quando acabou o café, a senhorinha que cuida do espaço abriu a porta e ele saiu voando.

Todos os dias de manhã, quando desço para tomar café, eles estão pousados na porta, pelo lado de fora. Aí, eu abro, eles entram, comem os pedacinhos de pão que forneço, e depois pousam no cantinho e ficam aguardando a porta abrir. Fiz um vídeo de um deles indo embora.

http://www.youtube.com/watch?v=mp2qswDqz0Q

Muito fofos.