Não. Eu não mudei de esporte. Eu ainda me considero uma velejadora, apesar de estar um pouco afastada da vela. Na verdade, só da prática.
Mas todos os esportes que envolvem o mar me encantam muito. Já fiz curso de mergulho, esquiei e velejei. Agora, resolvi investir na maratona aquática, até mesmo porque o investimento é bem baixo em comparação com a vela.
Me inscrevi na Travessia dos fortes, percurso de 3.800 metros, entre o forte de copacabana e o do Leme, que vai acontecer no dia 06 de abril.
A menina de maiô azul à direita da foto é a responsável. Mas na verdade, eu queria voltar a nadar há muito tempo. Parecia promessa de político, não acontecia nunca. E pensei: “se eu me inscrever na travessia, vou ter que voltar a nadar de qualquer jeito”.
E funcionou. Acordo religiosamente às 6h da manhã, e vou nadar. Estou correndo atrás do prejuízo, o cabelo tá ficando uma porcaria. Mas é maravilhoso sair da água depois de nadar bastante, com o corpo mole, relaxada e com a sensação de missão cumprida. Mais do que isso, de superação. Isso é o que representa a travessia pra mim.
Sempre foi um sonho pra mim uma vida tipo assim: acorda, nada uma hora no mar, volta pra casa e vai trabalhar. Só que na praia de Icaraí, fica um pouco desestimulante.
Hoje fui nadar no projeto Natação no Mar em Copacabana.
Achei o projeto incrível. Uma raia motanda no cantinho da praia, e aulas de natação no mar, GRATUITAS. O melhor de tudo é o carinho com que as pessoas são recebidas e tratadas. Todos são carinhosos.
Depois da aula, eu e Aline, a menina do maiô azul, fomos nadar um pouquinho. De repente, quem aparece nadando do nosso lado é o Luiz Lima. Perguntou se a gente estava perdida. Eu achei a pergunta curiosa a princípio, mas depois percebi o carinho.
Ele conversou com a gente um pouco. Contei que tínhamos nos inscrito na travessia. Ele começou a dar dicas! Dica de campeão é preciosa. Só não peguei meu caderninho pra anotar porque estava dentro dágua, e ele, há alguns quilometros lá na areia, meu caderninho tadinho.
Foi incrível vê-lo nadando: o braço do cara é gigante dentro da água. Cada braçada, metros percorridos. E eu ali na minha humilde nataçãozinha. Ele brincou com a gente de competir, imagina! Dei tudo de mim e nada! Nada filha! O Luiz foi ver um treinamento de salvamento dos bombeiros que acontecia em alto mar. Deu umas braçadinhas e foi ALI ver. Eu, que já era torcedora, agora virei fã.
Não vou vencer a travessia, mas venci a preguiça.




















