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Veneza – frio, TPM e o mapa que ficou no hotel

In Veneza on 29 29UTC novembro 29UTC 2009 por michevrand Etiquetado: , ,

Pela manhã fomos ao mercado de peixes de Veneza, e fiquei impressionada com os bichos, que são vendidos vivos ainda. Muito frescos! Fiquei com peninha.

- Olá, eu estou vivo! Quer me comer?

Veneza é muito lindo. Mas tem dias que não tem jeito: TPM. Me irrito com bobagens sem me dar conta. Quando se está viajando, você esquece o dia do mês, da semana, se tomou a pílula, quando parou. E o tempo passa.

Hoje eu queria visitar um museu de arte moderna. O Uirá não agüenta mais ver obras do Renascimento, nem eu. Li no meu guia que tem um em Florença com obras de Magrite, Picasso, Pollock, Kandinski e Dali. Enlouqueci, enchi o saco do Uirá, gravei o nome do museu e fomos. Rodamos, rodamos, rodamos, e nada de achar a galeria de arte. Estávamos rodando em círculos. Enfim, uma boa alma percebeu e nos orientou. Chegamos.

Compramos os bilhetes (8,50€ cada!), eu super feliz, o Uirá nem tanto. Comemos um sanduíche e entramos. Rodamos para lá e para cá e nada dos artistas modernos… só Renascimento. Eu não estava entendendo. Resolvi perguntar. A moça disse: não é aqui, me dispiace. Nessa, já tínhamos perdido tempo e dinheiro.

Depois fui perceber, lendo novamente o guia, que o museu que eu queria ir era outro, o Guggenheim. Fiquei arrasada. O Uirá havia pago as entradas, e não queria mais perder tempo em museu. Desisti de ir e resolvemos andar. De repente, encontrei o Guggenheim. Passeamos, voltamos, e na volta, bateu a depressão típica reforçada pela TPM: como eu poderia estar tão perto deles e não ir visita-los?

Comecei a chorar feito criança. O Uirá, que me mima muito, falou:  você vai então. Eu fui. Sozinha. Entrei, dei de cara com:

O império das luzes, de Magrite. Foi incrível. Sempre admirei esse quadro e agora ele estava na minha frente, com a aura do artista.

A obra mais importante do Pollock:

Eu queria muito ter acertado de primeira, queria que o Uirá estivesse lá comigo para ver os bolos de tinta que o Pollock deixou.

O mais legal é que o museu exibe fotos dos cômodos da casa que pertenceu ao Guggenheim e sua esposa, e os quadros permanecem expostos na posição original.


Um jardim interno trazia uma energia e um perfume que poderia me fazer passar horas ali (se o meu amor estivesse comigo). Mas tive que sair correndo para encontrar com ele, dar-lhe um abraço bem apertado e, emocionada, agradecer por ter vivido aquilo.

Na volta pra casa, como era de se esperar, nos perdemos de novo. Andamos, andamos e não chegávamos no hotel. Entramos em um labirinto, para descobrir depois que ali era um pátio sem saída. Andamos e percebemos que já tínhamos passado ali. Andamos um pouco mais, e vimos por uma placa que estávamos voltando para a ponte Rialto, de onde tínhamos saído. Acabou sendo muito divertido, demos muitas gargalhadas quando finalmente chegamos ao hotel.

Esse é o nosso caminho voltando pro hotel:

 

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Veneza – Love me

In Veneza on 28 28UTC novembro 28UTC 2009 por michevrand Etiquetado: ,

Pegamos o bonitão, super veloz e nem tão confortável assim Eurostar rumo à Veneza.

Essa sou eu escrevendo o post do blog no trem.

Sair da ferrovia em Veneza já é um colírio para os olhos. À primeira vista, um belo canal, uma ponte e casinhas com varandas floridas.

Não tivemos a sorte de dias com sol, e uma névoa baixa cobria toda a cidade, aumentando a aura de romantismo do lugar.

O frio não deu trégua. Ficou entre 8 e 10 graus. Suficiente para vestirmos a segunda pele.

Um giro rápido para conhecer Veneza é impossível. São milhares de ruazinhas e canais, e mesmo com mapa é fácil se perder.

Na primeira volta, vimos um artista pintando suas máscaras. Foram as máscaras mais bonitas que vi, pois eram as mais artesanais. Afinal, Veneza tem mil lojas vendendo máscaras muito parecidas. Estas, eram as autênticas máscaras venezianas.

Será que faremos um passeio de gôndola?